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Para um amigo que partiu

 

Te vi jogar, te vi fazer escola

Te vi fazer historias

E até pedir esmola (não diria de dinheiro)

Te vi tentar instrumentos e até fazer inventos

Te vi chorando por dentro olhando para o vento

Olha, até te vi namorando, te vi chorando.

Te vi cair, te vi levantar

Te vi pedir, te vi implorar

Eu vi você se esforçar e também te vi deixar para lá

Te vi querer proteger sua família até quando ela te punia

Quis te ver trampando, mas você foi andando.

Saiu do país, foi ser feliz.

 

                                          Alexandre Seabra



Escrito por: Erick Magrani





 

A vida é mesmo assim

Pincel e tinta colorindo a tela

Onde cada cor um sentimento

Cada traço, um momento

Um pedaço de mim...

Até que um dia a gota d’água

Transforma  a vida em aquarela

E se misturam os sentimentos

E confundem os momentos

O início do fim...

A vida é mesmo assim...

Como um texto bem escrito

Obra prima em papel picado

É uma busca infinita

De um pedacinho colorido

Quebra-cabeça complicado...

A vida é mesmo assim...

Onde as tintas se misturam

As cores se transformam

Em mosaicos de papel...

A vida é mesmo assim...

 



Escrito por: Erick Magrani





 

Pode ser que me condenem sem nenhuma acusação

Pode ser que me absolvam, e perdoem o que não fiz

Pode ser que nem me vejam, que não haja votação

Pode ser que esse júri ainda seja um aprendiz

 

Vão julgar os meus poemas, minha imaginação

Vão querer me expor, me elogiar e criticar

Vão dizer de que lado meus poemas vão ficar

Vão me jogar no lixo ou me eleger um campeão... 

Meu blog está em julgamento em:

http://www.ladobladoa.zip.net



Escrito por: Erick Magrani





Você que até hoje, atrasou os meus planos,

Que lesou meu humor

Que levou tanto tempo pra jogar os panos

Você que causou tanta dor...

 

Agora só restam papéis

E viagens sem sentido na lembrança...

Você que prega disciplina, segurança,

Pra mim, ofereceu ao invés...

 

Seu verde pra mim não foi esperança

Suas insígnias, insignificantes

Seus escudos, tudo menos segurança,

Seu disse não disse... humilhante...

 

Agora não penso mais em você

Como pensei noutros carnavais

Amanhã e depois e depois

E depois de você nunca mais....

 



Escrito por: Erick Magrani





 

Nada mais por dizer

Se as palavras calam

Até onde os olhos podem ver

Se a boca cala os olhos falam...

E até os gestos parecem sorrir

Já não importam os sons

Se a melodia não toca aqui

Meias palavras, meios tons

E se hoje a noite acontecer

Porque não pode ser diferente

Sei que é assim e até pode ser

Que amanhã eu não mais tente...



Escrito por: Erick Magrani





Esse poema dedico aos meus pacientes, principalmente àqueles que já perderam a noção do bom senso...

 

 

Não pense que sou assim

Eu também sou gente

O que se passa aí é igual em mim

Não é só você que sente...

 

Não estou a inteira disposição

Pra sustentar sua vaidade

Também tenho sangue na veia

E o que corre aqui é de verdade...

 

Talvez um dia você entenda

Que eu não pertenço a você

Talvez você retire a venda

Pra enxergar o que não quer ver...

 

Que eu também fico doente

E tenho momentos de humanidade

Que faço tudo que faz a gente

Sinto tristeza, alegria e saudade...

 

Eu também tenho dor de cabeça

Sinto fome, sede e até sono!!

Tenho esposa, família, e imagina

Também bebo,fumo...e como!!

 

O que peço é só bom senso

Não quero nada diferente

Não peço nenhum esforço imenso

Só quero que saiba que médico é gente!!

 



Escrito por: Erick Magrani





 

Algum dia eu vou dizer

Aquelas palavras que guardei

E quando esse dia acontecer

Eu vou saber que já nem sei...

Que eu fiz a minha cama

E não achei a minha cura

Não ouvi quem me chama

Troquei o certo pela loucura...

Mas se esse dia ou dia algum

Se esconder e não surgir

Mesmo assim eu vou sorrir

Por ser mais um dia comum...

 



Escrito por: Erick





 

 

Só mais um dia

Ou mais uma vida

Só mais um Adeus

Ou Adeus a despedida

Sei que é sempre assim

Se hoje é o recomeço,

Amanhã, o começo do fim

E até onde o tempo leva?

Até que dia, hora ou lugar?

E se é assim que tem que ser,

Se cada passo

É mais um passo pra esquecer,

O que é que eu faço?

Como é que eu vivo?

Se o que vivo é todo descompasso...

 

 

 



Escrito por: Erick





 

Escrito por: Erick





 

 

 

E agora, como é que faço?

Como é que dou mais algum passo?

Se já não posso caminhar sozinho...

 

Então me diz o que está errado?

E eu te digo se já é passado

Ou mais uma pedra no meu caminho...

 

O que posso dizer é que entendo não

É como correr pela contra mão

E por que fecho os olhos para enxergar?

 

Será que amanhã há de amanhecer?

Ou talvez alguma estrela possa descer?

Pra esse dia morno poder terminar...

 

E agora, o que está faltando?

E se eu me calo, quem está falando?

Já não falo mais, seja como for...

 

Então não me diga que deixei pra trás

Que eu não te digo, pra mim tanto faz

Que o que a gente tem ainda é amor...

 

 



Escrito por: Erick





 

Minha poesia é minha espada

De um corte fino, nada erudito

De um sangue cinza, tela estampada

Fria feito tinta, frágil como arenito...

 

É gemido, meu grito calado

Amor e ódio, superfície nua

É  o avesso do papel picado

É o que sobrou, linguagem de rua...

 

Assim escrevo, como quem grita

E grito o que vejo, falo e escrevo...

São pensamentos, folha, pena e tinta

São palavras soltas, meu humilde acervo...

Escrito por: Erick





 

Isso que sinto não sei dizer,

E se é ferida há de cicatrizar

Talvez se cure ao amanhecer

Talvez piore quando acordar

 

Atrás daquela porta

Fechada,

Tem uma estória, poesia,

Fachada...

 

Meu castelo não desmoronou

É fortaleza sem muralha...

Se é belo, um dia acreditou

Por ter certeza que amor não falha...

 

Se é carne, unha ou roupa velha

Já não me importa quanto tempo faz

Se é final ou nova estréia,

Tenho o que preciso, não preciso mais...



Escrito por: Erick





Estive longe uns tempos

Conheci pessoas, novas canções

Abri a janela e descobri o óbvio:

Não preciso gritar pra dizer nada...

 

Então estou de volta

Por novos caminhos, outras estradas

As mesmas palavras de outro estilo...

 

Obrigado a todos que me aguardaram...

Estou de volta...



Escrito por: Erick





 

Não desisto de procurar

Um lugarzinho, em algum canto

Deve haver em algum lugar

Essa coisa que busco tanto...

 

Algum lugar, bem lá no fundo

Onde ficam guardados os sonhos

Um baú, talvez, lá no fim do mundo

 

Qualquer lugar pra lá do esquecimento

Depois de onde o sol se esconde

Ou pra lá de onde nasce o vento...

 

Não me canso de procurar

O esconderijo dessa coisa louca

Se é lá em cima, atrás das nuvens

Ou bem aqui no céu da boca...



Escrito por: Erick





 

Meu amor me pediu uma poesia

Tentei demais encontrar um tema

Virei noite, revirei o dia

Desconcertado com esse meu dilema

Escrever pra ela, juro que quero

Mas o que dizer? Com o que rimar?

Amor não rima com  esse lero lero...

Gritar ao mundo inteiro até poderia

Que esse amor que tenho é o meu ar

Minha água, minha comida...minha poesia

É acordar sorrindo só por sorrir

E voltar correndo mesmo antes de partir

Meu amor é mesmo assim... acelerado

Grande, forte, claro...exagerado

Se eu soubesse escrever, escreveria

Que nosso amor é minha harmonia

Que não há no mundo quem não se encante

Giselle e Erick feito brilho e diamante...

 



Escrito por: Erick





Desejo a você o sol, a rua

Que aquele menino corria

Desejo a você o tempo, a lua

Que sem saber, ele perdia...

Desejo a você o que desejo

E que seja como qualquer dia

Desejo e já nem espero

Não vejo o que antes via

É tarde para o que quero...

E o que quero, não podia

Desejo a você a chuva, o vento

Que algum dia voltaria

Desejo a você um dia, todo tempo

Que aquele menino desejaria...



Escrito por: Erick





 

Só mais uma hora, qualquer hora

Ontem, hoje...agora

E o som no rádio, no pátio

Me culpa pelas horas que joguei fora...

Só mais uma música, mais esse acorde

Em tom de saudade...

De um monte de coisas que eu não fiz

Mais uma faixa, grave, baixa, forte

E esse papo de verdade que não se diz

Que só faz julgar a própria sorte...

Pode ser assunto sério, ou só deboche

Pode ser de risos ou nostalgia

É que tanto faz,

Se é vila Velha, Bariloche ou Bahia...

 



Escrito por: Erick





Hoje eu acordei meio sem vontade

Meio sem saber se era assim

Hoje não é só mais qualquer dia

É só mais qualquer dia só pra mim...

Hoje não sei se faço poesia

Ou se me mato com meus comprimidos

Só sei que não era isso que eu queria

E tanto faz se é triste ou divertido

Hoje nem as palavras me ajudarão

Me lembram que já não sei o que dizer

A cabeça gira, carece inspiração,

E a poesia não surgiu, não quis nascer...

 



Escrito por: Erick





 

Desato o laço e faço sem vontade...

Peço ao vento que lave a alma

Deixo o tempo, a tempestade

Soprar a mente, trazer a calma...

 

Passam os dias, os anos, o mesmo chão

Fica o espaço morto, esse lado torto,

E o dia nasce , mais esse impasse

Por que parece que é tudo em vão?!

 

Quanto tempo ainda há pra perder?

Se a noite passa, outra noite nasça,

Se tanto faz quando não tem graça

E qual o sentido que não posso ver?

 

O tempo não faz sentido

Nem é capaz de apagar

O que ficou ou que deixou

A sensação de tempo perdido....

 

 

 

 

 

 



Escrito por: Erick





Scarlet....essa guriazinha nasceu comigo, perfeita...e agora, 4 meses depois é portadora desse tipo raro de hemangioma gigante, um tumor vascular.... Mas estamos tendo boas respostas com o tratamento.

 

É como se a alma estivesse pedindo

e pudesse dizer pelos olhos seus...

É como se toda a vida estivesse sorrindo

nos segundos que olha nos olhos meus...

 



Escrito por: Erick





 

Então as portas se fecharam enfim

E as escadas são bem mais longas

Mas deixo as janelas abertas

Porque o dia pode entrar se for assim...

 

Deixe estar, ainda há flores

E se um dia o sol resolver brilhar,

Se algum dia o lamento lembrar

Que o que restou deixou seus sabores...

 

Não vou querer voltar o tempo

Nem vou pedir uma explicação

Vou deixar levar como leva o vento

Lembrar como quem lembra uma canção...

 

E se no fim tiver sido em vão

Ao menos vou saber que foi assim

Que se a janela estava aberta ou não

Já tanto faz, já não muda nada pra mim...

 



Escrito por: Erick





 

Pois não sei viver de outro jeito,

Não me contento com a isenção,

Sei que o caminho é imperfeito

E tento me desculpar da indecisão...

 

Fiz minhas escolhas, minha culpa

Talvez até pior que qualquer vício

Seja encontrar inspiração no sacrifício

Mas sei que o desabafo não te insulta...

 

E é por isso que eu insisto

Em acreditar que o improvável é possível

E assim posso ver sem ter te visto

Posso entender que teu sorriso é previsível...

 



Escrito por: Erick





      Peço desculpa aos meus poucos leitores e amigos que passam por aqui e de alguma forma me incentivam a escrever cada vez mais... Estive ausente por alguns dias mas prometo que em breve voltarei a escrever, ainda que com uma ponta de tristeza, pois, ao queimarem meus dois HDs, perdi todos os poemas que guardava pensando em breve publicar um livro....Tudo bem, vou recomeçar....

 



Escrito por: Erick





 

Quem é essa mulher

          Que não mede esforços?

Dona de um amor insano,

           Desse exagero?

Quem é esse ser

           Dona de luz própria?

Capaz de iluminar o mundo inteiro?

Se eu acreditasse em anjos

Ou conhecesse maior altruísmo,

Se eu tivesse visto doação maior

Ou entendesse esse mecanismo,

Não poderia afirmar

Que não há no mundo

           Coisa mais bela

Que não há no mundo

            Amor maior que o dela...

 

 

Parabéns á todas as mães...



Escrito por: Erick





 

A distância entre o sol e a lua

O início e o final da rua

Dois extremos em comunhão

Dois estranhos na contramão

 

E assim acordamos todo dia

E pensamos e sonhamos e morremos

Porque assim que diz a profecia

E não importa se foi isso que prometemos

 

Já não se sabe o instante de sonhar

Nem o local onde o céu toca o mar

Nem se o amanhã ainda vai amanhecer

Ou se a lua e o sol um dia vão se conhecer...



Escrito por: Erick





 

 

Quase sem querer eu fiz

Quase sem fazer eu quis

Quase nada por fazer,

...muito ainda por querer...

 

Porque  quase sem saber

Fui perdendo meus limites,

Fui esquecendo de viver

 

Quase sem inspiração

Quase sempre o coração

Quase pára sem dizer

...muito ainda a conceber...

 

Porque quase sem querer

Fui aprendendo a conhecer,

Fui vivendo de esquecer

 

Quase que não chega a hora

Quase nunca ou sempre agora

Quase falta o que escrever

...muito ainda por dizer...



Escrito por: Erick





 

Hoje quero falar da alegria

Não quero falar, quero gritar

Não basta gritar, quero escrever

Quero transformar tudo em poesia...

 

Hoje eu quero só sorrir

Esse meu sorriso torto

Dormir e me fingir de morto

Pra esquecer a hora de partir...

 

Hoje eu quero ver quem passa

Quero ir pra rua, abraçar a lua

E deitar no asfalto com a mente nua

Quero mandar sinais de fumaça...

 

Hoje quero perder a conta

E contar pra todo mundo

Quero correr de ponta a ponta

Do mais rico ao vagabundo...

 

Hoje vou fingir que é verdade

E escrever o  que eu faria

Vou deixar que a curiosidade

Imagine o que eu escreveria....



Escrito por: Erick





Qual o motivo dessa tempestade?

Por que será que todo amanhecer

Nasce com cara de final de tarde?!

 Por que os sonhos perdem a graça?

Por que a lembrança do perfume

Mistura-se com o cheiro da fumaça?

 É que me sinto prisioneiro de mim...

Dos  dias vazios e horas eternas

E se todo dia vai ter que ser assim,

 Não me importa se é qualquer hora,

Porque as horas são todas iguais,

Porque muita gente já foi embora...

 Segunda feira não tem mais plantão,

E vão ficando só as lembranças

Domingo, talvez sim, talvez não...

 De repente não sei o que aconteceu,

Se sonhava enquanto acontecia,

Ou se simplesmente amanheceu...



Escrito por: Erick





 

Pela sacada da varanda, à deriva

Minha mente voa a ouvir estrelas

Salpicado em preto e branco a narrativa

E desconheço a direção dos meus passos...

 

Pego-me a  desfazer o nó, desatar os laços

E nesse estado de embriaguez locomotiva

Recordo o odor das palavras e dos retraços

Mas não entendo as metáforas dessa assertiva...

 

Porque a saliva tem gosto de fel,

Porque as estrelas alfinetam o céu,

Porque lembrar o rosto não remove o véu

Porque esse desgosto não tem gosto de mel...

 

E já não há verdades nesse quadro negro

E tal vaidade dos pontos de giz

Já não falam nada da qual me alegro

Já não são mais belos que o céu anis...

 

 



Escrito por: Erick





Escreverei este texo muito em breve no livro de plantão do P.U.

 

Pra não dizer que não disse adeus....

Eu me demito desse purgatório,

Me despeço deste sanatório,

Digo adeus aos desajeitos seus...

 

Deixo de vez esse corredor

Não vou mais usar seu consultório

Não quero mais esse ambulatório

Cansei de enganar...não sou ator...

 

Assassinaram a medicina,

E mesmo que seja contravenção

Participar dessa chacina

pra mim é prostituição...

 

Vão ficar algumas boas memórias

De outros dias, de alguns amigos

Dos mais recentes, e dos antigos

E de  nossas noites de falatórias

 

Agora já não há nenhum motivo

Caiu a gota que me faltava

Perdi meu último incentivo

agora estou fazendo o que falava...

 

já gastei minha paciência

Já pedi demais uma solução

Eu não mereço essa penitência

Estou deixando o meu plantão...

 

 

 



Escrito por: Erick





Este poema é para uma grande amiga( porque não existe melhor amiga) que está partindo para outra cidade, realizar um sonho muito merecido!!.....meus parabéns Guria!!

 

Agora sei que está sorrindo

Esse sorriso que não posso ver

E mesmo que me doa ter ver partindo,

Meu coração está feliz por você...

 Desejo que tudo que sonhou seja real

Que tudo que quiser, realidade

Mesmo sabendo que no final

Não terá tempo de sentir saudade...

 Mas saudades não vão faltar

Pode deixar que eu guardo comigo

Só lhe peço pra se lembrar

Que você tem aqui um grande amigo...

 Não consigo deixar de sentir

Uma pontinha de tristeza, verdade...

Mas prometo sorrir ao te ver partir

...Guria... fico feliz com sua felicidade...

 

 



Escrito por: Erick





 

 

O gosto da água, o sabor do vento

A cor da luz de cada acordar

A força que faz querer parar o tempo...

 

A química que põe tudo a falhar

Aquilo que sufoca qualquer tormento

E deixa o que é simples complicar...

 

É falar sério mesmo sorrindo

É esquecer da hora de partir

E sonhar mais acordado que dormindo...

 

É saber que é seu sem possuir

É voltar como se ainda estivesse indo

E correr ao encontro querendo fugir...



Escrito por: Erick





 

Amanhã ou semana que vem

Qualquer dia desses,

Ou um pouco mais além...

Talvez um dia eu possa dizer

Só pra ter certeza que não errei

E se esse dia não amanhecer,

Deixe guardado as coisas que não falei...

Mas guarde em algum lugar

Onde ninguém mais saiba

Em algum gesto ou num olhar

Guarde onde nada mais caiba...

Porque só se for assim

O tempo pode até acabar,

O momento pode até passar

Que vai ter valido a pena pra mim...

 



Escrito por: Erick





 

Meu porto seguro, castelo de areia

Meu túnel escuro, lua cheia...

Meu anjo gótico, desconceito

Meu estado caótico, amor perfeito...

Meu doce lampejo, meu vinhedo

Meu eterno desejo, doce azedo...

Meus dias perdidos, olhos abertos

Meus desejos sentidos, incertos...

Meu momento de alegria, meu vício

Meu instante de covardia, sacrifício...

 

 



Escrito por: Erick





 

Tanto para tão poucos, tão pouco para tantos

Todos somos iguais...

Uns nem tanto, outros um pouco mais

Todo mundo vira lixo, vira comida de bicho

A diferença, quem é que faz?!

Sol e lua, verdade crua...

Por tanto e por tão pouco

É que tudo isso é assim tão louco

Que eu já não quero falar disso mais!!!!

 



Escrito por: Erick





Loucura

 

 

Qual o nome desse sentimento?!

Dessa desordem louca, desse anseio insano?

Essa alguma coisa que nasce aqui dentro...

Desse espaço morto, nesse morto engano...

Essa alguma coisa que nos mete medo,

Que transforma tudo em um só dia

Que nos faz correr a revelia

Que faz pensar que o doce

pode estar azedo...

 

 



Escrito por: Erick





 

A vida é algo assim...

Com suas portas e escadarias

Um misto de perdas e danos,

Um mosaico de pequenas alegrias...

E assim procuramos a felicidade...

Em casa, no trabalho, conjugal...

Ou estampada em preto e branco

Numa lista de jornal...

Não me leve a mal,

Pode até ser heresia

Felicidade não se acha em edital,

Essa coisa se constrói dia após dia...

A vida é cheia de pequenas alegrias

E elas são as chaves para as portas

No final de cada escadaria...

Mas alguns são incapazes de enxergar

A beleza nos detalhes, nos entalhes

E deixam passar alguns momentos

Que um dia vão voltar na nostalgia...

E algo assim é a vida...

Repleta de altos e baixos

De amores e saudades

E de escolhas...

Talvez essas sejam as peças principais

Desse quebra-cabeça sem sentido

Dessa loucura  de sempre querer mais e mais...

Da frustração de nem sempre ter conseguido...

Mas a vida vem em fases como a lua

Que nem sempre está cheia

A vida é complicada como alguma rua

Com suas curvas, seus buracos e esquinas feias...

Mas se o caminho fosse sempre belo e prazeroso

Não haveria porque querer chegar ao seu destino...

 



Escrito por: Erick





Esse texto diz respeito a um fato ocorrido nesta segunda de carnaval e foi escrito para meus colegas de plantão deste mesmo dia.....eles entenderão......!!

Cheio de estrelas e dono da razão,

Branco, caqui, vermelho

E com ares de capitão

Ele é dono da verdade

E sabe dar voz de prisão

Mas em meio a tanta vaidade

Esqueceu qual a razão

Ofendeu-se com a triagem

E esqueceu da convulsão

De tanto dizer bobagem

Atrasou a solução...

Mas tudo bem,ele não se importa

Já chamou toda atenção

Desfilou seu estandarte

Em segunda de carnaval

Três estrelas, uma patente

E o bom senso de um animal.

Depois de tanto disparate

As estrelas e ofuscaram

E como já era de praxe

Ficou o dito pelo não dito...

Eu na minha, ele na dele...você na sua.

E o dono da convulsão?

Esse voltou pra rua

Pra arrumar mais confusão...

 



Escrito por: Erick





Hoje não achei as idéias, não encontrei as rimas

Procurei nas peredes, mas não havia quadros,

Percorri o céu, caminhei pela lua....em vão

As estrelas caíram, as paredes calaram

Hoje não achei inspiração...



Escrito por: Erick





 

Agora que o dia acabou e a chuva caiu

Eu olho pra trás e vejo as metáforas

E esses versos me assustam...

Me assusta pensar em rimas

E em tudo mais a conceber

Parece que as asas estão pregadas

E os pés descalços não agüentam mais...

Agora que a pedra caiu e quebrou o marasmo

Eu olho a imagem que fica partida

E a superfície trêmula da figura distorcida

Parece que os versos não são reais...

Mas não existe uma fábrica de idéias

E tudo que escrevo parece invenção.

Não...não me bastam apenas as rimas,

A estética e a convenção,

Eu quero escrever poesia,

E mostrar que com algumas palavras

Te faço sorrir ou chorar,

Te faço tão triste!!...te dou alegria.

Que com alguns versos posso ganhar o mundo

Posso ser criança ou o que quiser

Posso ser um Deus ou um vagabundo,

Posso ser eu mesmo ou outro qualquer...

Mas acabo caindo no mesmo dilema:

Continuo escrevendo em rimas...

E é como se essas fossem algemas

Ou os pregos que prendem as asas

...mas não sei voar de asas soltas...

Mudo o tema, mudo a visão,

E no fim das contas, não mudo nada

Aumento as linhas, mudo a fachada,

Mas só falo de mim e de mais um plantão...

 

 



Escrito por: Erick





Pare...

Pare de olhar desse teu jeito

Para que eu possa descer do muro,

Para que eu possa jogar o pano.

Pare de me ver desse jeito,

Para que eu possa me sentir puro,

Para chorar feito um anjo profano...

Deixe de ser o reflexo escuro,

Deixe sair a dor do meu peito,

Deixe de ser o meu pão partido.

E eu deixo de ver a luz pelo furo,

Eu deixo de ser pretérito perfeito,

Me contento com um anjo caído...

 

 

 



Escrito por: Erick





Breve esclarecimento

     A poesia não exige apenas inspiração, ainda que esta seja sem dúvida a ferramenta mais importante. Hoje não vou transformar a tragédia em rosas, nem tempestade em chuva de pétalas, não vou fazer poesia, mas apenas para que conste nessa menção, não faltaram motivos, nem tão pouco, inspiração...

           Agradeço de coração aos poucos, mas fiéis leitores pelas visitas que me fizeram, aos comentários que ficaram e as idéias que me deram... infelizmente meu antigo blog  já não existe e com isso, todos os comentários se foram......mas o que mais me incomoda é que ao republicar as mensagens aqui, a referencia dos textos com as datas também se foi....e isso era um detalhe importante para compreensão dos mesmos...



Escrito por: Erick





 

Tantas palavras deixei de falar,

Tantas coisas deixei de dizer,

Que agora parece tão longe,

Tão distante como não haver...

Tantas vezes perdi a razão,

Tanto quanto deixei de viver,

As vezes me pego tão longe,

E tão perto que não posso crer...

Quanto tempo e até onde

Os meus olhos não vão ver

Porque metade de mim está sorrindo

Outra parte ainda sem saber...



Escrito por: Erick





Cansei de inventar o sorriso,

De interpretar o bom gosto,

E sustentar o meu vício

De sonhar com teu rosto...

 

Cansei de seguir de improviso,

De ser sempre o oposto,

E voltar sempre ao início

De tolerar o proposto...

 

Cansei de tentar ser conciso,

De aceitar a contragosto,

E imaginar o fictício

De viver o contraposto...

 

Cansei...

De tentar ser conciso,

De seguir de improviso,

De inventar o sorriso,

 

Cansei...

Do bom gosto.

Do contragosto,

De ser sempre o oposto...

De  viver o contraposto

De tolerar o proposto

De sonhar com seu rosto...

 

Cansei...

Do início,

Do fictício,

Do meu vício...

 



Escrito por: Erick





Meia dose, meio assim

 

Meio domingo, meio dormido

 

Cansei de dividir meu sorriso

 

Quero a outra metade pra mim...

 

Não, eu só quero fingir que consigo

 

E já me basta a falsificação...

 

Pois seu for menos altruísta contigo

 

Pra mim vai parecer contravenção...

 

Vou vivendo pela metade,

 

Domingo a domingo, parte a parte

 

Mas não desisto de sorrir

 

Mesmo que não seja de verdade...

 



Escrito por: Erick





Texto que fiz em homenagem ao meu querido pai para o convite de formatura! escrito em 2003

 

Você me ensinou que os bons momentos não devem pertencer ao passado...

Que tudo que eu quisesse de coração, poderia ter...

Que só dependeria da minha vontade...

Isso não é verdade...

Hoje você não está mais aqui...

Você partiu antes que esse dia tão esperado chegasse,

Mas ainda posso vê-lo, sentado aí, nesta platéia,

Com os olhos cheios de lágrimas e o coração transbordando de orgulho...

Hoje você não está mais aqui, sinto saudades...

Mas do meu jeito, ainda posso senti-lo nas coisas que faço, nas palavras que digo...

...porque tenho você dentro de mim.

Ao receber esse diploma, me sentirei mais próximo da pessoa que você queria que eu fosse...

Porque esse sonho era meu e seu.

Hoje você não está mais aqui...

Mas ainda sou um pedaço seu

E carrego comigo tudo de bom que me deixou...

Hoje se eu chorar será de alegria,

Pois as lembranças suas nunca foram tristes

E mesmo a saudade que sinto não me impede de sorrir...

sei que é o que você faria se estivesse aqui.

Hoje não vou pode abraçá-lo, nem vamos chorar juntos

mas esse dia vai ficar guardado junto da saudade e do orgulho de ser seu filho...

 



Escrito por: Erick





 

Já não há mais sombras

Não há brilho, não há mais nada...

E as estrelas, para onde fugiram?

Ficaram os sons os lamentos,

E o vento frio da madrugada...

 

E a música? E a alegria?

E alguém disse que os espinhos

Seriam pétalas...talvez um dia...

 

Já não há mais jardim

E o caminho das pedras não tem mais cor

E o que restou foi surdez da tarde

De timbres mornos, de rosa pálido

Da passarela para o sol se por...

 

E o amor? E a paixão?

E alguém disse que quanto maior o sonho

Maior seria a decepção...

 

Já se vão os dias

E os outros dias ainda virão...

E já não há certezas, já não há nada

Que vá parar a dança louca

O ritmo frenético do coração...



Escrito por: Erick





Jeniffer

 

Nada na vida é tão perfeito quanto gostaríamos,

 

Nada é tão belo que possa ser perfeito,

 

Nada é tão perfeito que não seja belo...

 

A beleza não está na perfeição,

 

Não está nas imagens que desconhecemos,

 

Nem tão pouco naquilo que nos agrada ver...

 

Porque nada pode ser tão belo,

 

Nada pode ser tão perfeito,

 

Que não possa ser diferente...

 



Escrito por: Erick





Menina feia...

 

Quando chorar vale muito a pena...
como se a vida fosse tão próxima,
a distância de um leve toque...
como se a morte fosse tão longe,
a distância de uma vida...



Escrito por: Erick





Clarice!

 

 

Talvez seja o limite da ciência

 

 O último pensar que não a demência

 

 A medida exata, o peso ideal, temperatura aferida...

 

 Talvez não sejam só esses os critérios entre morte e vida.

 



Escrito por: Erick





 

Como uma flor, um botão,

 

Meio peso, meia vida, meio assim...

 

Meio sem saber se o amanhã

 

Faz parte do seu meio

 

Ou de algum outro jardim...



Escrito por: Erick





 

Porque nem todo dia ruim é dia de chuva,

 

Nem todo o mau humor faz um dia perdido,

 

Nem todo plantão é para as doenças,

 

E nem só os doentes precisam deste remédio...



Escrito por: Erick





 

Hoje, como qualquer outro dia, passou o dia...

 

Passaram as horas, as pessoas, as expectativas.

 

Essas últimas, pedaços ocultos à sabedoria...

 

Hoje, tudo correu sem exclamativas...

 

Mais um dia apenas, outro dia...

 

Pedaço da alma, espaço vazio,

 

Aquilo que outros chamariam alegria...

 

Passam os anos, ficam os dias

 

Os dias da memória, o mesmo dia a dia,

 

Hora que vem e vai, repentina,

 

Aquilo que eu chamaria de rotina...



Escrito por: Erick





Texto de homenagem ao aniversário da nossa assistente social Rita de Cássia...

 

Nome de santa, alma de anjo...

Teus olhos, teu avesso

Nosso anjo da guarda...

Tu és linda do fim ao começo...

 

Pois és tu que ouve nossos lamentos,

E tu também nos fazes sorrir...

Quando ficas triste ou doente,

É como se o céu quisesse cair...

 

Tu és humana até na raiva

E sendo assim, és desumana...

De uma “desumanidade” celestial.

 

Tu és mulher...

E tua beleza não é menos bela

Que tua ternura...

 

Tu és amiga...

E tua franqueza é menos singela

Que tua palavra dura...

 

Tu és profissional...

E como tal,

És nosso anjo, nossa amiga,

Nossa assistente social...

 



Escrito por: Erick





  

 

 

     De todas as coisas que odeio em você,

     do teu falso sorriso

     dos teus dias iguais

     do teu jeito de achar que sabe demais...

     De todas as coisas,

     daquelas que fala, que escreve

     das pessoas que gosta

     daquelas que esquece...

     De todas as coisas que odeio em você,

     da falsa segurança

     da falta de mudança

     da máscara que veste...

     De tudo que odeio,

     da tua culpa estampada

     dos olhos vazios

     da tua voz abafada...

     Das coisas que odeio

teu ódio por nada

teu silêncio morno

e tua falta de motivos...

Das coisas que mais odeio em você,

os limites tão próximos

tua falta de vontade

e teus objetivos...

De todas as coisas que odeio em você,

da tua tristeza escondida

de não saber o que dizer

e do teu tempo perdido...

Mas de todas as coisas, o que mais odeio

é não te conhecer...

 

    

    



Escrito por: Erick





 

Cefaléia, febre, vômito, desidratação...

 

Mãe, pai, sogro, irmão.

 

Meia noite, meia lua, em meia hora a solução...

 

Entre uma pizza e outra,

 

Entre um cigarro e outro,

 

Talvez o último da noite, talvez não...

 

Mais uma noite mal vivida,

 

Mais um trecho de uma vida mal dormida,

 

Mais um dia de plantão...



Escrito por: Erick





Convulsão febril

 

 

Lágrimas, saliva, febre mal contada...

 

Braços, pernas, olhos, coração.

 

Balada frenética, convulsão.

 

Dança sem ritmo, sem istmo, sem nada...

 

Grito mudo, choro morno, respiração

 

E os olhos ao avesso do espanto,

 

Nas batidas da mente, pranto...

 

A face sem vida do sofrimento sem dor.

 

Furacão de vida, trovoada...

 

Como toda tempestade, já nasce destinada,

 

Ao alívio, a calmaria, torpor...

 



Escrito por: Erick





Só hoje...

 

Hoje não haverá poesia...

Não haverá sonetos, rimas, melancolia

Hoje não vou falar de mim,

Não vou sorrir as lágrimas

Nem vou deixar que elas

Escureçam o sol que resolveu nascer,

Sei que hoje não vai chover...

Hoje não vou usar fotografia,

Não vou editar meu dia a dia,

Nem tão pouco aceitar essa apatia...

Hoje não é segunda, nem dia de chuva

Não é dia de nada, nem de obrigado,

É só mais um dia e nem é feriado...

Hoje quero ser criança e poder sorrir,

Quero fingir que o dia não é de verdade,

Que um ano dura uma eternidade,

Quero poder esquecer toda vaidade,

Acordar bem cedo, sair de pijama

E correr descalço com os pés na lama...

Hoje quero ver o mar,

Deitar na rede sem ter hora pra acordar,

Olhar o céu e decifrar as nuvens

E contar estrelas só pra variar...

Hoje eu quero ler um Dante

E ficar com medo na roda gigante,

Ver o céu girar numa roda de samba...

Hoje o que eu mais queria

Era olhar nos olhos de uma guria

E sentir a perna bamba...

Hoje eu simplesmente quero voar

Ou pular do prédio mais alto

Em dunas de algodão no lugar de asfalto...

Hoje eu vou escrever tudo que queria

Vou fingir que a vida pode ser poesia

Vou pensar que tudo que falei é verdade

Vou ganhar o mundo pra morrer na realidade...

 



Escrito por: Erick





Arte científica

  

 

  Céu pra ver, pra viajar,

 

Linha tênue entre céu  mar...

 

Céus cinzas, azuis e brancos,

 

Céu de dias, meses e anos...

 

Céu azul, céu eterno

 

Céu do ódio e amor paterno...

 

E toda eternidade é pouca,

 

Céu vermelho, céu da boca...

 

Céu dos olhos, que os olhos vêem,

 

Reflexos pálidos de mais um dia,

 

Céu de vidro que se partia...

 

Céu do bom e do cruel

 

Que a noite esconde, céu infiel...

 

Céu do ontem e de amanhã

 

Céu de hoje de manhã...

 

Céu pra ver e acreditar

 

Céu intocável, céu pra não alcançar...

 

Céu sem certeza do que é...

 

Céu pra se ter fé...

 

Céu apenas pra contrastar,

 

Céu do sol de luzes loucas,

 

O céu de lua e estrelas poucas....

 

Céu negro que o dia afoga,

 

Céu claro que a noite revoga...

 



Escrito por: Erick





Dia após dia

      

        

Mais um dia,  vários dias...


E nada é diferente, nada  mudou


O mesmo dia,  as mesmas coisas...


... quem  sabe um dia.


Talvez as pessoas, algumas  pessoas,


Ou serão os olhos dessas mesmas pessoas


... já  que agora é outro dia?


Não, num outro dia talvez  fossem


Outros olhos de outra pessoa...


E nesse dia talvez algo mudasse...


... talvez  mudassem as pessoas.


Quem sabe um dia não haja dúvida,


Não haja raiva, não haja nada


... sem dúvida, um dia.


Talvez um dia a repetida sucessão da dias


Signifique um dia a mais


... não apenas mais um dia...


um  dia sem entrelinhas...


...............................................



Escrito por: Erick





Tempo

Tempo que se espera

 

Tempo que se esquece

 

Dia após dia após dia

 

Tempo que padece...

 

 

Tempo que passa, que não pede permissão,

 

Que não se perde e não é perdido

 

Tempo que não dá explicação...

 

 

Tempo de promessas

 

Tempo prometido

 

Noite após noite após noite

 

Tempo perdido...

 

 

Tempo de sonho, tão pouco tempo

 

Tempo que virá, tempo de agora

 

Tempo que há tão pouco foi embora...

 

 

Tempo que não respeita o seu tempo,

 

O mesmo tempo que é mistério e rotina

 

Ao mesmo tempo que começa, termina...

 

 



Escrito por: Erick





Marcas

Como o sangue, morto, anticoagulado, ele corre...

num devaneio desesperado e desesperador, ele corre...

louco, triste, morto, doente...mas ainda corre,

refletindo, não como antes, aos olhos curiosos,

a ignorância e impunidade que o mataram.

 

Desfila menos pardo, menos vivo, ao menos , ainda corre...

Só, não esquecido, mas por hora, abandonado

como se em quarentena, desolado, isolado...

mas ainda orientado, ele corre...

 

Como sangue em seu leito, carregando seu fardo

contaminando, asfixiando, negro e cáustico,

sereno em seu trajeto, ele corre...

 

Como a morte fosse negra, solúvel,

quase bonita como o veludo...

Agora uma espécie de atrativo,

um espetáculo imprudente, inconseqüente

outrora parasitado e extorquido...

 

Mas ele ainda corre, indiferente, quase independente,

 leva consigo seu luto, mas não calado

deixa a imagem do descaso de alguns poucos,

quase loucos ou de muitos de nós, sem voz.....sem consciência



Escrito por: Erick





 

Hoje você não está mais aqui...

 

 

Ninguém olha por nós quando ficamos,

 

mas escuta meu choro silencioso

 

e tudo que faltou dizer...

 

Sei que não sonho sozinho

 

e é por isso que ainda acordo...

 

Mas o peso na garganta é bem maior

 

Frases vazias , palavras pálidas, dias longos...

.

..o resto é dos olhos pra fora...

 

O céu pálido não é mais inspiração,

 

e quando olho não sei o que vejo...eu me perco.

 

...mas o tempo é vaidoso demais

 

Tempo que dói e que alivia a dor....

 

Tempo que ainda não passou...

 

Tempo que mata, que cura...

 

Tempo que apodrece , que madura...

 

...sempre impetuoso.

 

As vezes penso que tudo isso não vale a pena

 

...penso......me fadigo

 

se o tempo é o melhor remédio

 

qual é o pior castigo?



Escrito por: Erick





Desde de o início eu te amei...

naquele mesmo dia , eu já sabia

que até o fim, te amaria.

Talvez tenha sido aí que errei...

Porque quando te conheci

não questionei o que eu sentia,

não percebi que desconhecia...

Por isso amei tudo que vi...

Mas os anos se passaram,

as rimas se acabaram,

o exemplo morreu....

Hoje te conheço bem e te confundo comigo.

Os seus métodos calculados, os conceitos decorados,

indicadores de risco de que tudo é estatístico.

Probabilísticas rígidas sem lacunas à interpretação...

A arte exige interpretação...

Mas em sua arte não se pode errar, fugir à estimativa,

porque sua conduta exige um padrão...

Que arte é essa que não pode ser criativa?!

Seus conceitos pré-moldados,

sua falta de expressão, fazem de seus poetas, escravos

sob a pressão de suas regras, suas doses

e suas horas de plantão...

Hoje, a despeito da desilusão,

acho que te amo e te odeio...

Porque em suas rotinas encontro segurança e decepção...

 

 



Escrito por: Erick





Será que todo mundo...

Acorda embriagado,

Remela, bafo, rosto amassado,

Fome, sede e de pé atrás...

Será que é isso que todo mundo faz?

Será que todo mundo...

As vezes fica mal humorado,

Pouco sorriso, cara fechada,

Será que todo mundo também usa essa fachada?

Será que todo mundo...

Também se cansa do trabalho,

Dos dias cheios , do vazio que fica,

Do atraso, da cobrança e da preguiça...

Será que isso que todo mundo cobiça?

Será que todo mundo...

As vezes fica solitário

Cama, mesa, sofá , armário,

Família, amigos, mulher, cachorro...

Será que é esse o motivo do choro?

Será que todo mundo...

Sabe bem o que é certo

Safo, inteligente, se acha esperto,

Sabe ler, sabe escrever, somar e dividir...

Será que isso faz alguém sorrir?

Será que todo mundo...

Tem a mesma sensação

De que falta tanta coisa,

Cada dia mais um pouco...

Será que todo mundo tá ficando louco?

Será que todo mundo...

Vai fingir a vida toda

Vai dizer que tudo bem

Que foi um dia cansativo...

Será que tudo isso não é por falta de incentivo?

Será que todo mundo...

É assim tão parecido

Faz tudo errado, despercebido

Mas pensa: tudo bem, ninguém me vê...

Será que esse poema também não fala de você?

 

 

 



Escrito por: Erick