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Artesanato da gisa

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Escrito por: Erick





 

 

 

E agora, como é que faço?

Como é que dou mais algum passo?

Se já não posso caminhar sozinho...

 

Então me diz o que está errado?

E eu te digo se já é passado

Ou mais uma pedra no meu caminho...

 

O que posso dizer é que entendo não

É como correr pela contra mão

E por que fecho os olhos para enxergar?

 

Será que amanhã há de amanhecer?

Ou talvez alguma estrela possa descer?

Pra esse dia morno poder terminar...

 

E agora, o que está faltando?

E se eu me calo, quem está falando?

Já não falo mais, seja como for...

 

Então não me diga que deixei pra trás

Que eu não te digo, pra mim tanto faz

Que o que a gente tem ainda é amor...

 

 



Escrito por: Erick





 

Minha poesia é minha espada

De um corte fino, nada erudito

De um sangue cinza, tela estampada

Fria feito tinta, frágil como arenito...

 

É gemido, meu grito calado

Amor e ódio, superfície nua

É  o avesso do papel picado

É o que sobrou, linguagem de rua...

 

Assim escrevo, como quem grita

E grito o que vejo, falo e escrevo...

São pensamentos, folha, pena e tinta

São palavras soltas, meu humilde acervo...

Escrito por: Erick





 

Isso que sinto não sei dizer,

E se é ferida há de cicatrizar

Talvez se cure ao amanhecer

Talvez piore quando acordar

 

Atrás daquela porta

Fechada,

Tem uma estória, poesia,

Fachada...

 

Meu castelo não desmoronou

É fortaleza sem muralha...

Se é belo, um dia acreditou

Por ter certeza que amor não falha...

 

Se é carne, unha ou roupa velha

Já não me importa quanto tempo faz

Se é final ou nova estréia,

Tenho o que preciso, não preciso mais...



Escrito por: Erick





Estive longe uns tempos

Conheci pessoas, novas canções

Abri a janela e descobri o óbvio:

Não preciso gritar pra dizer nada...

 

Então estou de volta

Por novos caminhos, outras estradas

As mesmas palavras de outro estilo...

 

Obrigado a todos que me aguardaram...

Estou de volta...



Escrito por: Erick