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Artesanato da gisa

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Para um amigo que partiu

 

Te vi jogar, te vi fazer escola

Te vi fazer historias

E até pedir esmola (não diria de dinheiro)

Te vi tentar instrumentos e até fazer inventos

Te vi chorando por dentro olhando para o vento

Olha, até te vi namorando, te vi chorando.

Te vi cair, te vi levantar

Te vi pedir, te vi implorar

Eu vi você se esforçar e também te vi deixar para lá

Te vi querer proteger sua família até quando ela te punia

Quis te ver trampando, mas você foi andando.

Saiu do país, foi ser feliz.

 

                                          Alexandre Seabra



Escrito por: Erick Magrani





Senhores leitores e visitantes,

 

Por falta de tempo e alguma inspiração este espaço andou abandonado, porém um grande amigo e poeta( o que acabei de descobri)  vai nos presentear com algamas de suas obras. Espero que gostem, ele tem um estilo diferente, mais romântico!! Mas muito bem escrito!!... abraço a todos e por favor comentem!!

Por Alexandre Seabra



Escrito por: Erick Magrani







Escrito por: Erick Magrani





 

A vida é mesmo assim

Pincel e tinta colorindo a tela

Onde cada cor um sentimento

Cada traço, um momento

Um pedaço de mim...

Até que um dia a gota d’água

Transforma  a vida em aquarela

E se misturam os sentimentos

E confundem os momentos

O início do fim...

A vida é mesmo assim...

Como um texto bem escrito

Obra prima em papel picado

É uma busca infinita

De um pedacinho colorido

Quebra-cabeça complicado...

A vida é mesmo assim...

Onde as tintas se misturam

As cores se transformam

Em mosaicos de papel...

A vida é mesmo assim...

 



Escrito por: Erick Magrani





 

Pode ser que me condenem sem nenhuma acusação

Pode ser que me absolvam, e perdoem o que não fiz

Pode ser que nem me vejam, que não haja votação

Pode ser que esse júri ainda seja um aprendiz

 

Vão julgar os meus poemas, minha imaginação

Vão querer me expor, me elogiar e criticar

Vão dizer de que lado meus poemas vão ficar

Vão me jogar no lixo ou me eleger um campeão... 

Meu blog está em julgamento em:

http://www.ladobladoa.zip.net



Escrito por: Erick Magrani





Você que até hoje, atrasou os meus planos,

Que lesou meu humor

Que levou tanto tempo pra jogar os panos

Você que causou tanta dor...

 

Agora só restam papéis

E viagens sem sentido na lembrança...

Você que prega disciplina, segurança,

Pra mim, ofereceu ao invés...

 

Seu verde pra mim não foi esperança

Suas insígnias, insignificantes

Seus escudos, tudo menos segurança,

Seu disse não disse... humilhante...

 

Agora não penso mais em você

Como pensei noutros carnavais

Amanhã e depois e depois

E depois de você nunca mais....

 



Escrito por: Erick Magrani







Escrito por: Erick Magrani





 

Nada mais por dizer

Se as palavras calam

Até onde os olhos podem ver

Se a boca cala os olhos falam...

E até os gestos parecem sorrir

Já não importam os sons

Se a melodia não toca aqui

Meias palavras, meios tons

E se hoje a noite acontecer

Porque não pode ser diferente

Sei que é assim e até pode ser

Que amanhã eu não mais tente...



Escrito por: Erick Magrani





Esse poema dedico aos meus pacientes, principalmente àqueles que já perderam a noção do bom senso...

 

 

Não pense que sou assim

Eu também sou gente

O que se passa aí é igual em mim

Não é só você que sente...

 

Não estou a inteira disposição

Pra sustentar sua vaidade

Também tenho sangue na veia

E o que corre aqui é de verdade...

 

Talvez um dia você entenda

Que eu não pertenço a você

Talvez você retire a venda

Pra enxergar o que não quer ver...

 

Que eu também fico doente

E tenho momentos de humanidade

Que faço tudo que faz a gente

Sinto tristeza, alegria e saudade...

 

Eu também tenho dor de cabeça

Sinto fome, sede e até sono!!

Tenho esposa, família, e imagina

Também bebo,fumo...e como!!

 

O que peço é só bom senso

Não quero nada diferente

Não peço nenhum esforço imenso

Só quero que saiba que médico é gente!!

 



Escrito por: Erick Magrani





 

Algum dia eu vou dizer

Aquelas palavras que guardei

E quando esse dia acontecer

Eu vou saber que já nem sei...

Que eu fiz a minha cama

E não achei a minha cura

Não ouvi quem me chama

Troquei o certo pela loucura...

Mas se esse dia ou dia algum

Se esconder e não surgir

Mesmo assim eu vou sorrir

Por ser mais um dia comum...

 



Escrito por: Erick





 

 

Só mais um dia

Ou mais uma vida

Só mais um Adeus

Ou Adeus a despedida

Sei que é sempre assim

Se hoje é o recomeço,

Amanhã, o começo do fim

E até onde o tempo leva?

Até que dia, hora ou lugar?

E se é assim que tem que ser,

Se cada passo

É mais um passo pra esquecer,

O que é que eu faço?

Como é que eu vivo?

Se o que vivo é todo descompasso...

 

 

 



Escrito por: Erick





 

Escrito por: Erick





 

 

 

E agora, como é que faço?

Como é que dou mais algum passo?

Se já não posso caminhar sozinho...

 

Então me diz o que está errado?

E eu te digo se já é passado

Ou mais uma pedra no meu caminho...

 

O que posso dizer é que entendo não

É como correr pela contra mão

E por que fecho os olhos para enxergar?

 

Será que amanhã há de amanhecer?

Ou talvez alguma estrela possa descer?

Pra esse dia morno poder terminar...

 

E agora, o que está faltando?

E se eu me calo, quem está falando?

Já não falo mais, seja como for...

 

Então não me diga que deixei pra trás

Que eu não te digo, pra mim tanto faz

Que o que a gente tem ainda é amor...

 

 



Escrito por: Erick





 

Minha poesia é minha espada

De um corte fino, nada erudito

De um sangue cinza, tela estampada

Fria feito tinta, frágil como arenito...

 

É gemido, meu grito calado

Amor e ódio, superfície nua

É  o avesso do papel picado

É o que sobrou, linguagem de rua...

 

Assim escrevo, como quem grita

E grito o que vejo, falo e escrevo...

São pensamentos, folha, pena e tinta

São palavras soltas, meu humilde acervo...

Escrito por: Erick





 

Isso que sinto não sei dizer,

E se é ferida há de cicatrizar

Talvez se cure ao amanhecer

Talvez piore quando acordar

 

Atrás daquela porta

Fechada,

Tem uma estória, poesia,

Fachada...

 

Meu castelo não desmoronou

É fortaleza sem muralha...

Se é belo, um dia acreditou

Por ter certeza que amor não falha...

 

Se é carne, unha ou roupa velha

Já não me importa quanto tempo faz

Se é final ou nova estréia,

Tenho o que preciso, não preciso mais...



Escrito por: Erick





Estive longe uns tempos

Conheci pessoas, novas canções

Abri a janela e descobri o óbvio:

Não preciso gritar pra dizer nada...

 

Então estou de volta

Por novos caminhos, outras estradas

As mesmas palavras de outro estilo...

 

Obrigado a todos que me aguardaram...

Estou de volta...



Escrito por: Erick





 

Não desisto de procurar

Um lugarzinho, em algum canto

Deve haver em algum lugar

Essa coisa que busco tanto...

 

Algum lugar, bem lá no fundo

Onde ficam guardados os sonhos

Um baú, talvez, lá no fim do mundo

 

Qualquer lugar pra lá do esquecimento

Depois de onde o sol se esconde

Ou pra lá de onde nasce o vento...

 

Não me canso de procurar

O esconderijo dessa coisa louca

Se é lá em cima, atrás das nuvens

Ou bem aqui no céu da boca...



Escrito por: Erick





 

Meu amor me pediu uma poesia

Tentei demais encontrar um tema

Virei noite, revirei o dia

Desconcertado com esse meu dilema

Escrever pra ela, juro que quero

Mas o que dizer? Com o que rimar?

Amor não rima com  esse lero lero...

Gritar ao mundo inteiro até poderia

Que esse amor que tenho é o meu ar

Minha água, minha comida...minha poesia

É acordar sorrindo só por sorrir

E voltar correndo mesmo antes de partir

Meu amor é mesmo assim... acelerado

Grande, forte, claro...exagerado

Se eu soubesse escrever, escreveria

Que nosso amor é minha harmonia

Que não há no mundo quem não se encante

Giselle e Erick feito brilho e diamante...

 



Escrito por: Erick